quarta-feira, 28 de outubro de 2009

* Quem deseja namorar sério pode usar a internet a seu favor, diz psicóloga

Exclusivo VEJA.com/Comportamento

Por Natália Cuminale

Por que, na opinião da senhora, é crescente a procura das pessoas por sites de relacionamento amoroso?

Porque atualmente os relacionamentos estão efêmeros, confusos, sem definição. Temos pesquisas que relatam que existe uma confusão entre ficar e namorar, o que é compromisso e o que não é. Você não sabe nem se está namorando. Fizemos um estudo para saber por que as pessoas vão buscar nas agências de casamento. Descobrimos que não são pessoas mal amadas e nem mal resolvidas, elas possuem características interessantes. Elas buscam um estilo de amor diferente, mais maduro, um amor pragmático. São pessoas que sabem que querem um compromisso e que buscam parceiros que possam oferecer isso no lugar certo. Está cada vez mais complicado estabelecer um relacionamento. Na vida real já está difícil definir se existe um compromisso, então as pessoas buscam alternativas.

Mas podemos dizer que é uma estratégia que funciona?

Quem vai a um site de relacionamento quer um relacionamento. Se você só quer uns beijos e uns abraços ou um sexo casual, é algo muito mais fácil de conseguir e não precisa recorrer a esse tipo de recurso. Dados antropológicos mostram que são os iguais que se atraem e não os opostos. Segundo estudos, em 85% de todas as relações são encontradas quatro variáveis que sempre são as mesmas: nível socioeconômico, educacional, religião e raça. Não quer dizer que opostos não podem se atrair, só que dentro do conceito estatístico eles são sempre exceção. Então se você escreve o que você quer e encontra isso, há uma grande chance de funcionar.

Os usuários normalmente alegam que é melhor saber mais sobre uma pessoa antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Não parece que a lógica está invertida?

Realmente inverteu-se a lógica que achava que o natural é o flerte e o cortejar, quando você olhar de longe e faz gestos de flerte que são multiculturais. O primeiro indicador para uma paquera era a aparência. Na internet, a pessoa pesquisa um perfil, mas tenho a impressão que a aparência ainda é importante, principalmente para os homens. É um flerte virtual, mais pragmático. Isso economiza tempo. Às vezes, só no terceiro encontro você vai descobrir que a pessoa mora do outro lado da cidade, ou vai descobrir que ele é casado, ou que ele é fumante e você tem alergia a cigarro. Corre-se o risco de você perder alguma coisa mais importante. Você descarta um fumante que poderia ter um monte de características boas, por exemplo. O perfil não pode ser tão restrito. É preciso ter um olhar um pouco mais amplo.
Nota do blog: cautelas devem ser adotadas nos relacionamentos pela internet.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

* Você sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.

O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- é expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade (de)
- a outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer (á)
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
- encarar de frente.

* O Estado ‘marginal’

Marcos Vinicius Gomes

Semana passada durante o intervalo na escola onde leciono em São Paulo, observei alguns alunos que cantavam uma letra de rap, ritmo muito difundido entre os jovens, principalmente os da periferia das grandes cidades. Aproximando-me deles, percebi que a letra que cantavam não tratava de problemas da comunidade onde viviam, nem tinha algo de protesto social ou político, semelhante às letras de rappers famosos que são ouvidos nas rádios e tevês. Pedi para analisar a letra escrita numa folha e vi que o rap era um exemplo explícito de apologia à criminalidade. Resumindo, a letra ilustrava uma ação criminosa imaginária onde um grupo delinqüente bem armado assaltaria um banco e levaria a melhor sobre a Polícia. A Polícia neste caso era tratada com desdém na letra da música.

Tomamos algumas medidas em relação a esse episódio lastimável. A letra do rap foi confiscada e houve uma conversa com os alunos que escreveram a letra. São alunos de quinta série, vale ressaltar, diferenciados. E estes alunos que escreveram e cantaram esta música nunca tiveram problema de mau comportamento escolar. Podem ser classificados como alunos aplicados e interessados apesar das dificuldades familiares, sociais e econômicas que os rodeiam. Estes fatores podem indicar uma incoerência, pois não havendo histórico de delinqüência entre os garotos compositores do rap subversivo, como poderiam eles ter tanta familiaridade com um linguajar conhecido apenas entre os iniciados na marginalidade?

A questão aqui é mais ampla. Deve ser vista de um ângulo diverso daquele já tentado com freqüência e muitas das vezes sem sucesso. Não se devem apontar a esmo responsáveis imediatos, algo muito comum em terras brasileiras, nem tão pouco sermos condescendentes com a atitude inconseqüente dos adolescentes. Pergunta-se então quem poderia ser o patrocinador, senão direto, ao menos indireto dessa virada de paradigmas, onde o nocivo torna-se agradável e o certo, duvidoso? O fomentador dessa descrença dos jovens no poder público, vetor do bem estar coletivo, da justiça da igualdade. Jovens, futuro – e mais do que isso, o presente – do Brasil?

São vários, mas entre eles fiquemos com um responsável importante, o próprio ultrajado e desacreditado estado. Estado que há tempos torna-se cada vez mais marginal, marginal no sentido mais irrestrito, conduzido por conceitos políticos e econômicos que o acusam de ser um mal ao desenvolvimento e progresso. Há uma idéia comum de ‘estado mínimo’ reinante pelos meios de poder contemporâneos que reduz a importância do estado, principalmente em áreas prioritárias onde o estado deve se fazer presente constantemente.

Se alguém perguntasse aos garotos da letra do ‘rap do mal’ porque tamanha aversão ao estado (Polícia) eles responderiam que ela, a Polícia (ou estado) representa o mal, a injustiça, pois é imparcial, favorecendo apenas a poucos. O Estado oficial-marginal, suplantado por outro paralelo, antes marginal, agora visível. E esta justificativa teria a ver com a percepção coletiva da ingerência e corrupção no Estado, conhecidos há tempos em todos os cantos do país. A animosidade em relação ao Estado e a seus serviços essenciais que cada vez são mais precários (graças à mentalidade que diz que o que é público não é de ninguém e, portanto deve ser visto como algo que pode ser tratado com descaso e de modo desqualificado) vão além de episódios isolados de violência por parte dos operadores da segurança pública. A Polícia é a representação mais latente do Estado numa sociedade que tem escassa noção do que é o Estado, como é a brasileira. E ainda é inúmeras vezes mais latente essa representação do Estado pela Polícia em regiões desassistidas pelo mesmo Estado (a saúde vem em segundo lugar como representação e por último a educação). Se apenas indicarmos fatores isolados que causam na geração desassistida este fascínio temeroso pela perversão, não nos dando ao trabalho de desenterrar e extirpar suas raízes causadoras continuaremos nossa árdua e inócua corrida em busca dos responsáveis. E este incômodo sentimento de desprezo e descrença no bem comum (patrocinado a priori pelo Estado), prosseguirá.

Enviado pelo autor.

domingo, 25 de outubro de 2009

* Você tem saudade de quê?

Anne Danielle Magalhães

Saudade é quando a gente manda uma coisa sair de nosso coração, mas ela não vai embora: ao invés disso, deita no sofá, liga a televisão e nos pede um cafuné, bem esparramada em nossa vida. Eu sei que daqui a dez anos vou sentir saudade das coisas que estão acontecendo agora. É sempre assim, não é? Tudo o que a gente faz (ou tenta fazer) é para que os outros tenham saudade da gente e nos queiram sempre por perto. Nos querendo sempre por perto, farão de tudo para nos magoar menos, nos decepcionar menos. Às vezes não conseguem, porque são humanos e, portanto, falhos. Assim nos afastamos, até que essas pessoas se acostumem a ter saudade da gente e não lutem mais por nós, e se acomodem, e apenas lembrem com um brilho no olhar os bons momentos que vivemos juntos.

Queria deixar a saudade como algo precioso, só pras pessoas que já partiram. Como é estranho sentir saudade de uma pessoa que está perto da gente (vale na mesma cidade)! Por que eu simplemente não telefono, e digo: "Ei, estou sentindo sua falta! Vamos sair uma tarde dessas para tomar um sorvete e conversarmos?". Ah... mas essas mágoas... mas essas decepções que temos... Elas tentam estragar o plano. Eu já magoei, já decepcionei. E foi tão bom dar um abraço do tamanho do mundo inteiro depois disso! Que coisa sem preço é se sentir perdoado. Saber que aquela pessoa te quer junto apesar de quem você é. Mas que coisa linda que é o perdão! Ele consegue fazer a saudade não ser eterna. Do que é que você tem saudade? Voltar não é regredir.

Que coisa chata que seria o mundo sem a saudade! Como é que a gente iria saber se algo foi realmente bom se não sentíssemos nem um pouquinho a sua falta? Que coisa mais estranha que seria a vida se a gente não sentisse falta das pessoas! Como é que iríamos tentar não decepcioná-las? Se, por acaso, acontecer de você não poder de jeito nenhum voltar e matar a saudade (o que acho muito difícil, só em casos extremos mesmo), não tem problema: vá tratar de construir coisas tão especiais como aquelas :

Quando eu era criança, eu subia no alto de alguma coisa e me jogava no ar, porque os braços do meu pai estavam abertos pra me segurar. Eu confiava simplesmente, eu sabia que ele estava ali e isso bastava. Eu fazia muitos castelinhos de areia na praia, e enfeitava com tampinhas e canudos.

Então uma onda vinha e derrubava tudo. Mas eu nem ligava. Apenas sorria e começava a construir outro castelo, dizendo em voz alta que o faria ainda maior e mais bonito. Confiar e sempre começar de novo. Hoje eu tenho essa saudade: de ser a criança que eu era.

sábado, 24 de outubro de 2009

* O progresso passa pela educação

Uma nação civilizada e próspera se forma necessariamente pela educação. Que país com suficientes condições não valorizaria efetivamente os seus profissionais de educação? O Brasil? Vemos a longa luta dos professores em busca de melhores salários e condições de trabalho. Ainda por esses dias vi uma manchete estampada num diário sergipano noticiando o movimento do magistério em defesa do piso nacional para a categoria.

Todos os governantes, políticos e profissionais que temos são frutos do aprendizado que tiveram na sala de aula. Pouco ou muito. Nunca seremos um país autosuficiente nas várias áreas em que somos dependentes dos conhecimentos estrangeiros se não investirmos de forma significativa na educação como um todo e especialmente no responsável imediato pelo ensino: o professor. Cada aluno e pai de aluno esperam que essas questões referentes ao assunto sejam o mais rapidamente resolvidas. Para benefício de todos.

Alberto Magalhães

domingo, 18 de outubro de 2009

* REDE GLOBO - William Bonner: cursos não formam jornalistas

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de Português, que "deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias" nos cursos de Jornalismo.

Por Zélia Leal Adghirni em 12/10/2009

Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro showman do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de Jornalismo na Universidade de Brasília na segunda-feira [5/10]. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo/Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar por absoluta falta de espaço e assistiram à palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir, enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de Jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.

Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do Jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?

Até aqui, nenhuma novidade. O que surpreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de Jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. "Jornalismo se aprende no mercado", disse ele sem medo de errar. Os cursos de Jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação.

Doação dos direitos autorais

Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à platéia deslumbrada: "Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo". Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista, mas mudou de opinião "porque agora valorizo o papel da universidade".

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de Português, que "deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias" nos cursos de Jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra "obsceno", referindo-se à forma de um biscoito. "Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc".

O mais surpreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração que os cursos de Jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos "de doutrinamento esquerdista". E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é difícil divergir dos professores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de Jornalismo das universidades públicas brasileiras. Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista, pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de seu livro à USP. Que devia isso à universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.

Mais respeito à universidade

Imaginem o impacto e a amplitude destas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As idéias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de Jornalismo "por vocação" (no sentido weberiano), que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país. A universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e, sobretudo, sobre a Globo, a única que realmente faz um "jornal nacional" no país.

Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente, já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica, inesquecível, ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.

Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso, espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada.

Fonte:www.observatoriodaimprensa.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

* A literatura: instrumento de criação

“A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista (...) o artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões das verdades fatuais (...) traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.”
Afrânio Coutinho (Notas de teoria literária)

* O perdão como forma de libertação

“O perdão é o exato oposto da vingança. E só ele é capaz de impedir que, a partir de uma transgressão original, muitas outras se sucedam, ficando todos presos ao processo, permitindo que a reação em cadeia contida em cada ação prossiga o seu curso sem barreiras”.
Hannah Arendt

"O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte."
Mahatma Gandhi

* Não é esquisito que ...

Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz ... está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.
Quando você fala ... é crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é "cabeça dura".
Quando você o faz ... está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar ... é apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala, é porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você age assim ... é gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz ... está sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz ... é iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride ... é fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz ... é prova de caráter.

Não é mesmo esquisito?

Autor desconhecido.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

* Mensagem: ...Eu viverei para sempre

"Um dia, um doutor determinará que meu cérebro deixou de funcionar e que basicamente minha vida cessou. Quando isso acontecer, não tentem introduzir vida artificial por meio de uma máquina. Ao invés disso, dêem minha visão ao homem que nunca viu o sol nascer, o rosto de um bebê ou o amor nos olhos de uma mulher. Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração só causou intermináveis dores. Dêem meus rins a uma pessoa que depende de uma máquina para existir, semana a semana. Peguem meu sangue, meus ossos, cada músculo e nervos de meu corpo e encontrem um meio de fazer uma criança aleijada andar. Peguem minhas células, se necessário, e usem de alguma maneira que um dia um garoto mudo seja capaz de gritar quando seu time marcar um gol, e uma menina surda possa ouvir a chuva batendo na sua janela. Queimem o que sobrou de mim e espalhem as cinzas para o vento ajudar as folhas nascerem. Se realmente quiserem enterrar alguma coisa, que sejam minhas falhas, minhas fraquezas e todos os preconceitos contra meus semelhantes. Dêem meus pecados ao diabo e minha alma a Deus. Se quiserem lembrar de mim, façam-no com um ato bondoso ou dirijam uma palavra delicada a alguém que precise de vocês. Se vocês fizerem tudo o que estou pedindo, viverei para sempre."

De um leitor de um jornal de grande circulação, comovido com a situação dos transplantes em nosso país com o objetivo de incentivar a cultura da doação.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

* Ao Jornalista César Gama, uma mente brilhante - talvez um pouco siderada realmente, e uma alma do bem (embora autoproclamado ateu):

"Embora por vezes mortificado pelo homem, Deus sobrevive às teorias niilistas dos filósofos, ao descrédito dos céticos e ao desprezo dos pragmáticos que endeusam a sociedade materialista e a cultura moderna “redentora”."
Alberto Magalhães
(Em tempo: siderar - 1.sofrer as influências dos astros)

* Depressão bipolar vai da euforia à tristeza

A depressão bipolar, ou síndrome maníaco-depressiva, está caracterizada por mudanças de humor entre dois extremos opostos, que alternam entre períodos de mania (euforia exagerada) e a depressão. A doença é classificada, dependendo dos seus sintomas, em bipolar I, bipolar II e distúrbios ciclotímico.

Causas - Alguns especialistas acreditam que o distúrbio bipolar é um elo a mais na cadeia dos distúrbios psiquiátricos, desde a esquizofrenia até a depressão, diferindo em sua forma de expressão, mas com uma causa biológica em comum. Entretanto, estudos do cérebro, com técnicas de ressonância magnética, revelam que na depressão bipolar existem muitas vezes anormalidades no hipocampo (o extremo esquerdo é muito maior do que o direito). Os níveis de dopamina e serotonina, ambos neurotransmissores, também se encontram relacionados com esse distúrbio.

Sintomas - A depressão pode acometer com fadiga e perda de energia, tristeza, insônia ou outras alterações do sono, alterações de peso corporal, diminuição da concentração e do poder de decisão, sentimento de culpa, pessimismo, desesperança, baixa auto-estima e pensamentos suicidas. A face maníaca surge de improviso e, geralmente, segue as fases de severa depressão. Está caracterizada por pensamentos desligados, idéia magnificente, alucinações, sentimentos de onipotência e irritabilidade extrema.

Diagnósticos - Como inicialmente os sintomas podem ser confundidos com a depressão, é importante reconhecer as fases de mania com as suas manifestações características. É importante descartar outros distúrbios que possam causar sintomas de mania ou alterações do humor (distúrbios hormonais, deficiências vitamínicas, alterações neurológicas).

Tratamentos - Apesar do fato de uma pequena porcentagem de pacientes bipolares terem alta produtividade e criatividade durante as fases maníacas, com maior frequência a alteração do juízo e o pensamento distorcido podem levar a condutas perigosas. O objetivo principal do tratamento é reduzir a frequência, a severidade e as consequências sociais dos episódios bipolares. A necessidade de hospitalização haverá de depender do risco apresentado pelo paciente para ferir aos outros ou a si próprio, bem como dar disponibilidade de ser contido pelas pessoas do seu meio ambiente. Durante a fase maníaca, via de regra, são ministrados medicamentos e terapia.

Fonte: Jornal da Cidade

* A dramática história do povo Judeu

ISRAEL - País do Oriente Médio asiático, banhado pelo Mediterrâneo, tem fronteiras ao norte com Líbano e Síria, a leste e sul com a Jordânia e com o Egito. Tem um pequeno litoral voltado para o Índico, pelo Golfo de Acaba e divide margens do Mar Morto com a Jordânia. Seu nome significa 'venceu com (Yisra) Deus (el)', em hebraico. Israel é também o segundo nome do patriarca Jacó, cujos descendentes, na tradição hebraica, são chamados bnei yisra'el, 'filhos de Israel'.


O registro histórico mais antigo que se conhece sobre o nome Israel está mencionado na Estela de Merneptah (num poema dedicado ao faraó Merneptah), em que o nome é associado a um povo, mas não a uma localização geográfica. Ao que se sabe, o Povo de Israel surgiu de grupos nômades que habitavam a Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos.

No fim do século XVII a.C., este povo foi atacado e escravizado pelos egípcios. Após o fim do cativeiro no Egito, os hebreus vagaram pela região da Península do Sinai até que reconquistaram, sob o comando do rei Saul, uma parte de seu território original, as terras de Canaã, por volta de 1029 a.C.. Saul foi sucedido por David, em torno do ano 1000 a.C., que expandiu o território de Israel e conquistou a cidade de Jerusalém, onde instalou a capital do seu reino. Israel alcançou seu apogeu durante o reinado de Salomão, entre os anos 966 a.C. e 926 a.C.. Porém, pouco depois do fim do reinado de Salomão, Israel foi dividido em dois: a Norte, o Reino das Dez Tribos, também chamado de Reino de Israel, e ao Sul, o Reino das Duas Tribos, também chamado de Reino de Judá, cuja capital ficou sendo Jerusalém - do nome Judá nasceram as denominações: judeu e judaísmo. Entretanto, o território dos judeus foi sendo conquistado e influenciado por diversas potências de sua época, entre elas: assírios, persas, gregos, selêucidas e romanos.

Em 586 a.C. o imperador Nabucodonosor invadiu Jerusalém e obrigou os israelitas ao exílio. Levados à força para a Babilônia, os prisioneiros de Judá e Israel passaram cerca de 50 anos como escravos sob o domínio dos babilônios. O fim do Primeiro Êxodo possibilitou a volta dos israelitas a Jerusalém, que foi reconstruída.

Mais tarde, os romanos invadiram e dominaram a região e estabeleceram que o reino judeu seria seu protetorado. A primeira grande revolta contra o domínio romano e sua intromissão nos assuntos religiosos se iniciou no ano 66 e durou até 70 d.C., quando o general Tito invadiu a região e destruiu Jerusalém e o seu Templo. A região então foi transformada em província romana e batizada com o nome de Provincia Judaea. A segunda e última rebelião contra os romanos foi a Revolta de Bar Kochba. A rebelião foi esmagada pelo imperador Adriano em 135 d.C. e os judeus sobreviventes foram feitos escravos e expulsos de sua terra, na chamada 'diáspora'. Naquele mesmo ano, Adriano rebatizou a Provincia Judaea para Provincia Siria Palaestina, um nome grego derivado de 'Filistéia' como tentativa de desligar a terra de seu passado judaico. A Mishná e o Talmude Yerushalmi (dois dos textos sagrados judaicos mais importantes) foram escritos na região neste período.

Depois dos romanos os bizantinos e posteriormente os muçulmanos conquistaram a Palestina em 638. Seu território foi controlado por diferentes Estados muçulmanos ao longo dos séculos (à exceção do controle dos cristãos cruzados, no Século XI) até fazer parte do Império Otomano, entre 1517 e 1917.

O sionismo (termo derivado de Sion, nome de uma colina da antiga Jerusalém), surgiu na Europa em meados do século XVII. Inicialmente de caráter religioso, pregava a volta dos judeus à Terra de Israel, como forma de se proteger sua religião e cultura ancestral. Entre os séculos XIII e XIX o número de judeus que fizeram aliá (ato de um judeu imigrar para a Terra Santa) foi constante e sempre crescente, estimulado por periódicos surgimentos de crenças messiânicas e de perseguições anti-judaicas. Estas perseguições tinham quase sempre um caráter político-religioso. Os judeus que retornaram à Palestina se estabeleceram principalmente em Jerusalém, mas também desenvolveram significativos centros em outras cidades nos arredores. Os judeus já eram a maioria da população de Jerusalém no ano de 1844, convivendo com muçulmanos, cristãos, armênios, gregos e outras minorias, sob o domínio turco-otomano. A estes migrantes religiosos foram se juntar os primeiros migrantes seculares a partir da segunda metade do século. Eram em geral judeus da Europa Central e adeptos de ideologias socialistas. Porém, o sionismo moderno - fundado por Theodor Herzl, a partir de 1896 - aos poucos foi ganhando peso entre os judeus de outras partes do mundo. Começaram então novas ondas de imigrações judaicas para a província palestina, com os que lá chegavam adquirindo terras dos árabes e estabelecendo colônias e fazendas coletivas (Kibbutzim).

A escolha da causa sionista pelo território da então província palestina derivava de todo o significado cultural e histórico que a antiga Israel bíblica possuía para o povo judeu. Os sionistas defendiam a criação de um estado judaico em todo o território original de Israel, o que incluiria hoje a atual Jordânia, embora propostas de cessão de territórios na Patagônia, no Chipre e em Uganda tenham sido estudadas.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída e os sentimentos anti-semitas ainda exaltados, milhões de judeus de todo o mundo se uniram aos sionistas na Palestina. Mas a política de restrição à imigração judaica foi mantida pelo Mandato Britânico. Como forma de burlar as determinações inglesas, grupos militantes judaicos sionistas procuravam infiltrar clandestinamente o maior número possível de refugiados judeus na Palestina. Enquanto isso, retomavam os ataques contra alvos britânicos e repeliam ações violentas dos nacionalistas árabes. Como as pressões foram se avolumando, a Grã-Bretanha decidiu abrir mão da administração da Palestina e entregou a administração da região à Organização das Nações Unidas (ONU).

O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembléia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947 e presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. A decisão foi aceita pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permitir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a Liga Árabe não aceitou o plano de partilha. Eclodiu então um conflito armado entre judeus e árabes.

Em 14 de maio de 1948, algumas horas antes do término do mandato britânico sobre a Palestina, David Ben Gurion assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel. Em janeiro de 1949, Israel realizou suas primeiras eleições parlamentares e aprovou leis para assegurar o controle educacional, além do direito de retorno ao país para todos os judeus. No período entre a Declaração de Independência e a Guerra de Independência, Israel recebeu cerca de 850 mil imigrantes, em especial sobreviventes de guerra e judeus oriundos dos países árabes (sefaraditas e Mizrahim). A Guerra dos Seis Dias (de 5 a 10 de junho de 1967) gerou uma onda de anti-judaísmo nos países sob a esfera de influência soviética. Os judeus da União Soviética eram proibidos de deixar o país, mas a partir de 1969 a reivindicação dos judeus soviéticos pelo direito a imigração possibilitou um ligeiro incremento no número destes em Israel. Na Polônia, em 1967, mais de cinco mil judeus imigraram. Até 1973, ano da Guerra do Yom Kippur, 260 mil judeus desembarcaram em Israel, a maioria de países socialistas. Atualmente Israel vive um intenso conflito armado contra seus vizinhos árabes, e sua economia floresce com o forte apoio dos EUA e remessas particulares. Há o intenso e permanente conflito com o povo palestino, que quer estabelecer seu país nas terras de seus antepassados. Atualmente, Israel é governado pelo presidente Shimon Peres e pelo primeiro-ministro Ehud Olmert.

Fonte: www.ibge.gov.br

* Amigo

                    Marcelo Batalha

Difícil querer definir amigo.
Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.
É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.
É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.
É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir".
É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas.
É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia.
É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.
Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chope, acompanha suas
vitórias, faz piada amenizando problemas.
É quem sabe que viver é ter história pra contar.
É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos.
É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.
É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente e se
entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.
Amigo é aquele que demonstra que te ama sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.
Pode haver nada mais confortável neste mundo do que um amigo velho?
Não tem surpresas conosco, mas também não espera de nós o que não podemos dar. Não se escandaliza com o que fazemos, não se irrita, ou, se se irrita, é moderadamente.
Não precisa a gente lhe explicar nada, o mecanismo de novos interesses e até mesmo de novos amores, porque o velho amigo conhece todos os nossos mecanismos. Mas, além dessa capacidade de compreensão quase infinita, se o amigo velho nos é acima de tudo precioso é porque preciosos também somos nós para ele.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

* IBGE: 66,7% das crianças do Nordeste vivem em situação de pobreza

Estudo indica que, para o total do país, a maioria das crianças e adolescentes de até 17 anos (44,7%) vivia, em 2008, em situação de pobreza.

Por Redação, Agência Brasil
09/10/2009

Embora a situação tenha melhorado nos últimos dez anos, o nível de pobreza da infância e adolescência no país ainda é elevado, principalmente na região Nordeste, onde 66,7% das crianças, dos adolescentes e jovens ainda viviam em situação de pobreza em 2008.

A constatação é da Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo indica que, para o total do país, a maioria das crianças e adolescentes de até 17 anos (44,7%) vivia, em 2008, em situação de pobreza.

Os técnicos do IBGE verificaram a tendência de aumento da frequência escolar na primeira infância, embora em ritmo ainda lento. O maior crescimento da taxa ocorreu na faixa dos 4 a 6 anos: de 57,9% para 79,8% entre 1998 e 2008. Entre as crianças de até 3 anos, a taxa de frequência escolar passou de 8,7% para 18,1%, no período.

O estudo constata que a renda da família é determinante para a frequência à escola, que aumenta conforme o nível de rendimento. Na faixa até 3 anos, a taxa era de 18,5% para as famílias que viviam com até meio salário mínimo per capita e de 46,2% para as que viviam com mais de três salários mínimos per capita. No grupo de 4 a 6 anos, a taxa era de 77,1%, na faixa de até meio salário mínimo, e quase universal (98,8%) para as crianças na faixa de rendimento de mais de três salários mínimos per capita.

Já na faixa dos 7 a 14 anos, em que as crianças devem frequentar o ensino fundamental, o acesso à escola está praticamente universalizado para todos os níveis de rendimento. A frequência escolar dos adolescentes de 15 a 17 anos era de 78,4% nas famílias do primeiro quinto de rendimento (as 20% mais pobres) e de 93,7% nas famílias do último quinto (as 20% mais ricas).