terça-feira, 13 de outubro de 2009

* Depressão bipolar vai da euforia à tristeza

A depressão bipolar, ou síndrome maníaco-depressiva, está caracterizada por mudanças de humor entre dois extremos opostos, que alternam entre períodos de mania (euforia exagerada) e a depressão. A doença é classificada, dependendo dos seus sintomas, em bipolar I, bipolar II e distúrbios ciclotímico.

Causas - Alguns especialistas acreditam que o distúrbio bipolar é um elo a mais na cadeia dos distúrbios psiquiátricos, desde a esquizofrenia até a depressão, diferindo em sua forma de expressão, mas com uma causa biológica em comum. Entretanto, estudos do cérebro, com técnicas de ressonância magnética, revelam que na depressão bipolar existem muitas vezes anormalidades no hipocampo (o extremo esquerdo é muito maior do que o direito). Os níveis de dopamina e serotonina, ambos neurotransmissores, também se encontram relacionados com esse distúrbio.

Sintomas - A depressão pode acometer com fadiga e perda de energia, tristeza, insônia ou outras alterações do sono, alterações de peso corporal, diminuição da concentração e do poder de decisão, sentimento de culpa, pessimismo, desesperança, baixa auto-estima e pensamentos suicidas. A face maníaca surge de improviso e, geralmente, segue as fases de severa depressão. Está caracterizada por pensamentos desligados, idéia magnificente, alucinações, sentimentos de onipotência e irritabilidade extrema.

Diagnósticos - Como inicialmente os sintomas podem ser confundidos com a depressão, é importante reconhecer as fases de mania com as suas manifestações características. É importante descartar outros distúrbios que possam causar sintomas de mania ou alterações do humor (distúrbios hormonais, deficiências vitamínicas, alterações neurológicas).

Tratamentos - Apesar do fato de uma pequena porcentagem de pacientes bipolares terem alta produtividade e criatividade durante as fases maníacas, com maior frequência a alteração do juízo e o pensamento distorcido podem levar a condutas perigosas. O objetivo principal do tratamento é reduzir a frequência, a severidade e as consequências sociais dos episódios bipolares. A necessidade de hospitalização haverá de depender do risco apresentado pelo paciente para ferir aos outros ou a si próprio, bem como dar disponibilidade de ser contido pelas pessoas do seu meio ambiente. Durante a fase maníaca, via de regra, são ministrados medicamentos e terapia.

Fonte: Jornal da Cidade

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