Milhões de pessoas a favor de
Lula e do STF, contra Bolsonaro. Milhões de pessoas a favor de Bolsonaro,
contra o STF e contra Lula. O país está dividido. E tanto Lula quanto Bolsonaro
suscitaram adversários também lá fora. Chefes de Estado e de governo. Desde que
assumiu o governo federal em 2002 Luiz Inácio Lula da
Silva fortaleceu o pensamento do espectro político "à esquerda" no
Brasil e aderiu ao bloco "à esquerda" no cenário extraterritorial, fazendo
oposição político ideológica aos EUA, tentando consolidar internacionalmente a
independência econômica e política daquela potência internacional por
considerá-la historicamente imperialista, seguindo uma bandeira de movimento
estudantil comunista (abaixo o imperialismo americano!) das décadas de 1970 e
1980, quando havia um regime de exceção no Brasil. Enquanto isso, cortejava
países como Rússia e China, ambos de natureza notavelmente imperialista,
autoritária. Aproximou o Brasil de Cuba, de Venezuela e de outros governos
"da esquerda" sul-americana. Ditaduras em países de pobres oprimidos. Com Fidel Castro, criou o Fórum de
São Paulo e integrou o Brics para fazer frente aos EUA e ao capitalismo. Isso
fez gerar desconfiança no mercado internacional e a perda de investimentos no
Brasil. Principalmente diante da governança populista, estatista e perdulária
exercida continuamente.
E Lula, montado na utopia
delirante, sonhava em comandar a ONU, sem ao menos lembrar que o agrupamento
econômico capitalista internacional governa o mundo. E como toda força e sua consequente
ação suscita uma força oposta, esta emergiu, tolhendo-lhe o avanço. Após mega escândalos
de corrupção, descambando na denominada operação Lava Jato, o movimento de
resistência popular dos conservadores da legalidade, insatisfeitos com a lambança
institucional e a impunidade ocorrendo no país, foram cooptados e conduzidos para o extremo
oposto do lulopetismo, por um militar de extrema-direita que pegava carona no
espontâneo movimento popular que se organizava contra o notório descalabro reinante. Para poder fazer frente ao social e
economicamente nefasto sistema governamental estabelecido, os conservadores
aderiram ao capitão EB Jair Bolsonaro e assumiram posturas da direita e da
extrema-direita, que têm no seu manual, a manutenção de tradições socialmente relevantes e a intenção de armar a população trabalhadora. Em tese, muitos desses
seguidores depois recuaram e ficaram neutros na eleição de 2022. Historicamente os dois espectros
políticos, quando estão no poder, têm em comum o interesse num Estado policial
contra adversários, em detrimento do Estado de direito.
Ao assumir o governo, com gestão austera, responsável, Bolsonaro ganhou de presente a maldição da pandemia do COVID-19, conseguindo administrar bem a situação, mas se alvoroçou, sob pressão do mercado mercenário e mantenedor do Estado, fazendo comentários não tolerados por muitos (erro estratégico 01), por vezes, em certo descontrole emocional. Por intermédio dos seus conselheiros, soube compor com o centrão pragmático e garantiu a governabilidade, mas não soube lidar com o STF, que se impunha a protagonismo geral, alvo de falas contumazes e institucionalmente opositoras do presidente Bolsonaro (erro estratégico 02), dos seus filhos e de quadros da direita que estava se achando empoderada. Chegando o STF a ser "ameaçado" com um cabo do EB para fechar-lhes as portas. O STF, então, restaurou as prerrogativas cívicas de Lula, baseando-se em alegadas irregularidades praticadas no curso da ação penal pelo magistrado e pelo procurador do MP. Quando, então, Lula, apesar dos graves escândalos de corrupção ocorridos nos governos petistas (com seu envolvimento pessoal), foi reeleito presidente da República. Faltou - e falta no Brasil alguém que representasse melhor a esquerda libertina. Mas, há Tarcísio de Freitas representando a direita, nas suas alas moderada e radical, Ronaldo Caiado, Flávio e Michelle Bolsonaro.
Alberto Magalhães
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