domingo, 15 de dezembro de 2013

O marxismo materialista


O marxismo, atualmente reverenciado por uma terça parte da humanidade, predominará no mundo quando o capitalismo for rejeitado pelos povos, por ser considerado ineficiente. E vai trazer mais infelicidade. O marxismo que deu origem ao comunismo cria o domínio do proletariado em oposição a livre iniciativa/capitalismo.

Ocorre que jamais o povo dominará, seja a qual regime de governo ou sistema político estiver submetido. Sempre haverá representantes governando pelo povo causando desmandos, injustiças, desigualdades, arbitrariedades. Todo governo humano é ineficiente e coercitivo e naturalmente gera insatisfações. Alguns até já tentaram amenizar o totalitarismo implacável do marxismo com um modelo de “marxismo humanitário”, quando percebemos que a teoria original usa a histórica questão da opressão do povo pelas “elites dominantes” para, por outra vertente, oprimir a todos.

O marxismo alimenta a ilusão de que só o fator socioeconômico austero, gerido pelo Estado, tem a capacidade de restaurar o individuo, e de que a religião, a cultura, a economia vigentes são os fatores que estragam a percepção dos meios adequados para que se construa uma sociedade igualitária e justa, com todos tendo acesso a tudo o que é produzido. Nessa visão simplista de consertar o mundo, o marxismo diz que o Estado é quem deve reger de forma extremamente pragmática, num exacerbado materialismo delirante, a consciência das pessoas, porque esta é formada pelo coletivo e não ao contrário, ou seja, o homem em si mesmo é vazio, sendo influenciado apenas pelos fatores externos. E sabemos que há elementos psicológicos universais, já no bebê, “que não são adquiridos ou aprendidos” (Wikipédia) e que o pensamento humano é autônomo e criativo, inquiridor por natureza.

A verdade é que quem oprime o homem é o próprio homem (o homem é o lobo do homem – Thomas Hobbes), não os modelos políticos e econômicos precisamente, mas quem os conduz. Não se pode influenciar a alma das pessoas por meio de teorias filosóficas, políticas ou econômicas a fim de consolidar o bem. Principalmente abolindo a imagem de Deus, única fonte que permite ao homem o prazer na busca da solidariedade, fraternidade, igualdade vislumbrando o bem comum.
Alberto Magalhães