terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bispos da CNBB assinam panfletos contra Dilma, e distribuem em missa

(Mensagem recomenda voto somente a candidatos contrários à descriminalização do aborto - Postada no site do jornal Folha de S.Paulo, nesta terça-feira, dia 12, uma matéria revela que um panfleto atribuindo posições pró-aborto ao PT, ao presidente Lula e à presidenciável petista Dilma Rousseff foi distribuído hoje durante uma missa campal em homenagem a Nossa Senhora de Aparecida em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.)

Recentemente houve um acontecimento que mexeu com a opinião pública brasileira quando o Arcebispo de Olinda e Recife “excomungou” as pessoas que participaram do aborto no caso da menina que foi abusada pelo padrasto e engravidou. O aborto é abominado pela lei Cristã e pela lei secular brasileira. Quem é a favor do aborto, e qualquer um tem esse direito, não é um Cristão autêntico. Um cristão verdadeiro defende todos os princípios Cristãos. Mesmo que ele morra por causa disso ou que o mundo exploda. Ele vive de cada princípio cristão, não de um sim e de outro não. Os ensinamentos Cristãos são contrários ao aborto sob todas as formas. Entendo que a não ser quando a vida da mãe consciente, sob risco da própria morte, prefere sacrificar o seu feto. (o princípio da legítima defesa própria).

A igreja católica pecou gravemente quando cortejou o poder secular (como foi ao dar sustentação aos reinados luxuriantes e ímpios, ao nazismo perverso, à ditadura militar brasileira, entre outras – todos de teor maligno), peca quando quebra o seu voto de castidade (os sacerdotes), perante o SENHOR e pratica sexo, principalmente quando praticou – e muito -, a pedofilia. Crime hediondo acobertado por todos os Papas que dirigiram a igreja nas últimas décadas ou séculos, inclusive pelo Papa atual. Ela peca gravemente quando incita os seus membros à adoração de imagens e o culto à Maria, ambos dogmas veementemente contrários aos preceitos bíblicos (algum dos seus membros escreva sobre a base bíblica contrária aos meus argumentos). A igreja católica pecou quando perseguiu, usando o Estado - por meio da sórdida promiscuidade que os unia -, os Cristãos (que quer dizer, seguidores fiéis da doutrina de Cristo), quando matou, martirizou, expropriou (se apossando dos bens dos “excomungados” da igreja), e coibiu os Cristãos tradicionais influenciados pelo Padre católico Lutero (defensor do cristianismo puro, verdadeiro e independente do nefasto poder político), de adorarem a Deus em espírito e em verdade. Também o excomungaram, apenas por ter enxergado a verdade e de a ter ensinado: “O justo viverá da fé.” ; “Não de obras, para que ninguém se vanglorie”. Nisso se baseava a visão que causou a ruptura de Lutero aos PRECEITOS católicos, que desprezavam os verdadeiros preceitos bíblicos. Lutero não rompeu com a igreja Católica, apenas queria levar-lhe aos princípios primeiros “ao primeiro amor” e, ao invés de o ouvir, o expulsaram.

A crendice em Maria nunca será abolida pela igreja católica porque é o dogma que a diferencia de todas as outras igrejas Cristãs (chamadas docemente de evangélicas). Quando a ICAR ( Igreja Católica Apostólica Romana) renunciar ao culto de Maria – e consequentemente aos dos outros pobres mortais que veneram-, ela se tornará igual a todas as igrejas Cristãs. O que ela ela não quer. Ela quer ser a “celebridade” das igejas Cristãs, nem que para isso tenha que jogar tantos no inferno do engano.
No entanto a respeito desse assunto, do aborto, a igreja católica acerta. Quando aconteceu a repercussão acerca do assunto do aborto, combatido pela Igreja Católica, eu disse às pessoas que me cercavam: O que querem esses eruditos e sábios que escrevem nos jornais e sites? Que (por causa de erros de seus membros ), a Igreja, farol desse mundo insano – palco de guerras medonhas, de injustiças descabidas, de ignorâncias seculares, de conveniências sórdidas... -, se renda aos interesses de gerações atuais? Ou futuras? A Igreja Cristã (hoje - a católica e + as evangélicas tradicionais), ou sua doutrina, deve ser uma pedra, imutável, permanentemente inciciva interiormente e contundente socialmente. Deve tentar moldar o mundo, jamais ser por ele moldada. Nada justifica que a Igreja se renda às mazelas do mundo desobediente aos seus preceitos.

O erro não está na vida do filho que nasceu na conjuntura econômica atual – com sua crise financeira e moral , no desemprego, na falta de planejamento familiar, na vida do filho que nasceu numa família de miseráveis, no sexo forçado (em parte o feto é a vítima, e no todo ele é uma pessoa), ou em nada exterior à sua existência que começa complexa, como é o mundo caótico que circunda a todos. E nem por isso os que o habitam rejeitam a sua vida por causa desse mundo que demontram que nada, é de todo, certo. Deus ama a todos que são gerados e é o dono de todas as vidas ( isso só vale para os religiosos, que concebem a existência de um Deus real).

Já sobre a candidata Dilma Roussef ou sobre outra qualquer pessoa não será uma declaração dita em algum momento de sua vida que deve selar a definição de sua natureza ou de seus princípios. A natureza de todos é suscetivel à evolução e à revisão, portanto, dos princípios. A opinião das pessoas não são sinal irrevogável de sua índole. Não se pode usar indefinidamente uma palavra que se pode mudar para o bem de todos. A única palavra que se deve cabalmente se lamentar é a que não se pode mudar os seus efeitos.

Alberto magalhães

2 comentários:

Marcos Vinicius Gomes disse...

Prezado Alberto,

Li o seu texto e me atrevo a comentar algo embasado em experiências pessoais recentes que remontam a essas questões de vida e morte, legalidade, profanação, sagrado e secular. Acompanhei durante uma semana junto com minha família a luta de meu pai, em coma irresversível. Sem entrar no casuísmo, somente quem viveu algo semelhante, sabe o quanto se morre juntamente com aquela pessoa tão querida e que dado o diagnóstico de algo que é imutável é o reflexo da desesperança e da nossa finitude.
Eu vejo que não é saudável recorrermos a dogmas para tratarmos de questões que são tão latentes e que por muitas vezes por ideologias, crenças, caprichos ou conveniência, não as enfrentamos na busca de soluções. O aborto é uma destas questões.
Se você questionar a um profissional da área biológica - médico, biólogo, biomédico, etc o que é a vida, ele não saberá te responder. A biologia se levada para o aspecto etimológico é chamada 'ciência que estuda os seres vivos'. Ninguém sabe onde começa e onde termina a vida - e talvez nunca saberemos. Assim como não sabemos ao certo como funciona o mecanismo da consciência humana.
Não tenho opinião formada sobre o aborto, mas acredito que embasar-se nos preceitos religiosos de forma irredutível numa questão humana é inviável. Evocar a Lei mosaica é numa questão delicada e num período histórico tão avançado quanto o nosso beira o insano. O próprio Cristo quando indagado se era lícito fazer coisas no sábado contrariando a lei moisaica ele disse :'Se algum de vocÊs tiver uma ovelha e ela cair dentro de um buraco no sábado, você não a irá pegar e tirá-la de lá? Quão mais valioso é um homem do que uma ovelha!'MAteus 12:11. Parece que quando discutimos questões de vida e morte lembramos de tudo, menos no ser humano. Ficarmos no discurso imutável de perseguição a todo custo da lei religiosa (ou laica) é tão contraditório quanto o discurso questionador dos doutores da lei judaica que condenavam Cristo por não seguir a risca a tal lei. Argumentar uma questão complexa com paralogismos não é a saída. No livro de Romanos diz 2:11 diz 'Porque Deus não faz acepção de pessoas'. Se for levar ao pé da letra isso, ficaria impassível, pois todos nós, inclusive eu, fomos discriminados em nossas vidas. Deveria eu ficar impassível por ter a certeza de que Deus não faz acepção de pessoas? Deveria eu me conformar com as desigualdades e injustiças humanas, argumentando que estaríamos seguindo a vontade de Deus na terra?

Marcos Vinicius Gomes disse...

O aborto não dever ser utilizado como mecanismo de higienização de um processo de degradação humana ou num exercício de implantação de uma mentalidade egocênctrica onde apenas a mulher se arrogue o direito de decidir que futuro terá o bebê que foi concebido em conjunto (a mulher não é capaz de reproduzir por partenogênese). O pai é tão fundamental na decisão quanto a mãe, apesar de as feministas intransigentes não permitirem tal visão do problema o que contraria a sua sede de poder e eterno lamento pela estrutura dita 'machista'. O aborto na minha compreensão somente se daria em última alternativa dentre as já conhecidas sempre tomada pautada no entendimento de que os critérios de violência sexual, responsabilidade, foro íntimo e cumprimento da lei deva ser pautados por ambos os sexos que foram responsáveis pelo surgimento deste feto.

Abraços